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quinta-feira, 5 de junho de 2008

Uma Viagem ao Maracanã - O Estádio mais Charmoso do Mundo

O Estádio do Maracanã é uma das mais procuradas atrações turísticas do Estado do Rio de Janeiro.
A origem do nome Maracanã vem do tupi-guarani que significa “semelhante a um chocalho”. Antes da construção do estádio, existia no local grande quantidade de aves vindas do norte do país chamadas Maracanã-guaçu, que emitiam sons semelhantes ao de um chocalho.
O campo tem medidas oficiais de 110m x 75m numa área de 186.638m², onde foram realizadas grandes competições de futebol, como a Copa do Mundo, em 1950, e o primeiro Campeonato Mundial Interclubes da FIFA, em 2000 e espetáculos musicais, com artistas consagrados mundialmente, como Frank Sinatra, Kiss, Tina Turner, Madonna, Rolling Stones, Paul McCartney, Ivete Sangalo, entre outros.
Os grandes jogadores da história do futebol brasileiro iniciaram e consagraram suas carreiras no estádio. A primeira vez que Pelé jogou pela seleção brasileira foi no Maracanã, em 1957. Em 1961, fez o primeiro “gol de placa” e, em 19 de novembro de 1969, marcou ali seu milésimo gol.
Sete anos depois da inauguração do estádio, ocorreu uma das maiores exibições de Garrincha, um dos maiores craques de futebol de todos os tempos.
O maior artilheiro da história do Maracanã é Zico, com 333 gols em 435 partidas.

Em 16 de junho de 1950, foi inaugurado o estádio municipal do Maracanã, no Rio de Janeiro, para que o Brasil pudesse sediar a Copa do Mundo, já que a Europa encontrava-se abalada pela Segunda Guerra Mundial. Com grande incentivo do jornalista Mário Filho, que depois foi homenageado dando seu nome ao estádio, a obra finalmente pôde ser concretizada, contrariando a opinião pública e políticos, que defendiam a aplicação do dinheiro na construção de hospitais e escolas.
A Copa do Mundo de 1950 foi iniciada no dia 24 de junho, com goleada da seleção brasileira contra o México, por 4 x 0. Mas o vencedor desta Copa foi o Uruguai, superando o Brasil na final por 2 x 1.
No aniversário de 50 anos do Maracanã, em 2000, foi inaugurada a Calçada da Fama, onde os maiores craques que escreveram a história do estádio deixaram a marca dos pés.

Para a realização do Pan no Rio de Janeiro, de 13 a 29 de julho de 2007, foi iniciada uma grandiosa reforma no estádio, no valor total de R$ 196 milhões. O estádio sediou as cerimônias de abertura e encerramento do evento, e semifinais e finais das partidas de futebol feminino e masculino. Também foi lá que a Pira Pan-americana ficou acesa.

Os antigos placares foram substituídos por outros três digitais, de 16m x 1,20m. Além deles, dois telões de 10m x 6m foram instalados atrás das balizas. Entre as principais modificações, estão o rebaixamento do campo em 1,60m, e a criação da platéia inferior, no 2º andar, extinguindo a antiga “geral”. Nas arquibancadas, houve a colocação de assentos, e a capacidade do estádio, que já chegou a 183.341 pessoas no jogo Brasil 1 x 0 Paraguai, em 1969, passou a ser de 87.101 mil lugares, proporcionando maior conforto aos torcedores. A cabine de imprensa, vestiários, banheiros e bares também foram modernizados.

Visitação ao Maracanã
PASSEIO PELO TEMPLO DO FUTEBOL MUNDIAL

Localizado na zona norte da cidade, chegar ao Maracanã é muito fácil. O visitante poderá escolher ir de metrô, trem ou ônibus: todos param em frente ao Estádio.
Ir ao Maracanã, símbolo maior do futebol mundial, é um passeio inesquecível. A arquitetura privilegiada dá ao estádio um charme todo especial. Durante o passeio, toda a história do Maracanã é contada através dos anos, de 1950 até hoje, detalhando os fatos acontecidos no período.
A visitação está aberta diariamente, de domingo a domingo, das 9h às 17h, inclusive feriados. Durante o horário de verão, excepcionalmente, o horário será até às 18h. Nos dias de jogos, no entanto, é encerrada cinco horas antes do início da partida. A entrada é feita pelo portão 15 e, quando se trata de ônibus de excursão, pelo portão 16. O estacionamento é gratuito.
Por mês, visitam o Maracanã uma média de 10.666 pessoas. Este número aumenta consideravelmente durante a alta temporada, que vai de novembro até o final fevereiro, e no mês de julho também. O total de visitantes em 2008 foi de 128.000.
O passeio pelo Estádio começa já na entrada, pela calçada da fama. Lá estão eternizados 91 pares dos pés dos maiores craques do futebol mundial entre eles: o Rei Pelé, Zico, Garrincha, Rivelino, Didi, Eusébio, Beckenbauer, Romerito, Figueroa, Ronaldo Fenômeno, Roberto Dinamite, Jairzinho, Carlos Alberto Torres, Gerson e agora a melhor jogadora do mundo de futebol feminino em 2006, eleita pela Fifa, e campeã dos XV Jogos Pan-Americanos, Marta - a única mulher a fazer parte da calçada da fama.

O turista segue sua visita guiada pegando o elevador que o transportará até o 6º andar. Lá ele terá uma visão panorâmica do Maracanã: todas as arquibancadas, cadeiras, tribunas e gramado. O passeio continua até a tribuna de honra, onde é visitada também a parte interna. As cadeiras ocupadas pelo Papa João II e pela Rainha Elizabeth, quando lá estiveram, estão expostas.
O passeio - que ainda está só começando - promete grandes emoções. No térreo, o turista entrará numa espécie de túnel do tempo com murais e sons que imitam o barulho da torcida. Ele tem acesso aos vestiários utilizados pelos jogadores, bem como à sala de aquecimento, com gramado sintético e baliza. É neste espaço que os jogadores antes de entrarem em campo se aquecem. Vale ressaltar que a sala é climatizada exatamente conforme a temperatura que os jogadores encontrarão no campo. Nesta sala, o turista poderá testar as suas habilidades como craque de futebol: uma pessoa, caracterizada como juiz, comandará a batida de um pênalti. É um show!
E a grande sensação fica quando os visitantes entram no campo. A imensidão do Maracanã comove a todos. Na beira do gramado ou campo sagrado, como é conhecido, o turista contempla não só a beleza da arquitetura, mas também as habilidades de Márcio Pereira da Silva, um carioca de 41 anos que já se tornou lenda no Maracanã. Vestido com o uniforme da seleção brasileira, ele faz malabarismos com bolas de diversos tipos e tamanhos.
Vale a pena conferir. O Centro de Visitação dispõe de 17 universitários bilíngües que ficam estrategicamente posicionados para atender os visitantes e um coordenador.A Suderj disponibiliza o telefone (21) 2334-1705, das 9h30min às 17h, de domingo a domingo, o fax (21) 2334-1685 (aos cuidados da Vice-Presidência de Planejamento e Controle) e o e-mail visitamaracana@suderj.rj.gov.br, para agendamento de visitas de colégios. A entrada inteira custa R$ 20,00. Pessoas da terceira idade e portadores de necessidades especiais e seu acompanhante com carteira de identificação não pagam. Estudantes pagam meia entrada e torcedores do Rio de Janeiro também, desde que apresentem um comprovante de residência. Excepcionalmente, durante o horário de verão, a visitação se estenderá até às 18h.

Uma Viagem dentro da Viagem:
FLU x BOCA - Que Viagem!!!
É realmente uma grande viagem ver o Maracanã tão bonito! A torcida do Fluminense compareceu em peso e fez um belíssimo espetáculo! Os torcedores do Boca não eram poucos, mas quase não se faziam ouvir (mesmo sendo muito chatos e marrentos) diante da imensa massa tricolor.

Ver o Paulinho torcendo pelo Fluminense no Maracanã, não tem preço!!!!
Brincadeiras de lado, o maridão deu sorte e demonstrou um grande companheirismo. Ao lado dêle, nosso amigo, o grande tricolor Fernando William, todo feliz com a performance do seu time.

O Maraca lotado, assistindo a incontestável vitória do Fluminense em cima do favorito Boca Juniors foi mesmo uma viagem...

Eu e Maria Clara sofremos muito no primeiro tempo, mas depois, com a virada de 3 X 1, achamos que o primeiro gol do Boca até foi bom, pois assim, a vitória ficou mais emocionante ainda!

As fotos não possuem qualidade porque foram tiradas de celular. Nesta acima, quase não dá pra notar o lindo efeito que a torcida fez na arquibancada, onde se podia notar através de tochas estrategicamente posicionadas no meio da platéia, acesas nas cores do tricolor, a significativa inscrição: F L U Z Ã O
Lindo demais!!!
Agora é torcer pro Fluminense continuar do jeitinho que está, que a viagem vai ser outra: Pra Yokohama!
Saudações Tricolores a Todos!!!!

Obrigado pela visita!

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quarta-feira, 7 de maio de 2008

La Bombonera es Nuestra

Este dia em Buenos Aires foi dedicado integralmente para conhecer a Bombonera, estádio do Boca Juniors. Na foto, toda a nossa galera que teve disposição para ir ao estádio. Partindo da esquerda, Renata, Daniel, Fabiana, Eliane, Márcia, Paulo, Dadá e Carlinhos.

O estádio da Bombonera fica localizado no bairro chamado Boca, que vale a pena conhecer, mesmo para quem não pretende ir à Bombonera, apesar de estar localizado na periferia de Buenos Aires. Entretanto, o bairro não é aconselhável à noite, pois tem becos muito escuros e perigosos, uma linha de trem assustadora e uma comunidade que, segundo os argentinos, não é nada amigável.

Lá também há dançarinos de tango pelas ruas e performers que fazem estátua viva para divertir o público. Há músicos e uma espécie de display de madeira conhecidíssimo dos turistas, que podem simular que estão dançando tango na hora de fotografar.

Nas redondezas do Caminito, um dos locais turísticos mais importantes da Boca e de Buenos Aires, tem lojas que vendem quinquilharias para turistas, como chaveirinhos e coisinhas para levar para casa, bares e cafés para sentar e conversar.

A sua rua mais famosa é a Caminito, que ganhou homenagens como nome de tango e é ponto turístico obrigatório. Há artesanato, telas de artistas locais, quadros originais e todo tipo de lembrança do local.
Formado por imigrantes italianos, em maioria, o bairro tem como característica principal as casas construídas com lata. São cortiços, na verdade, feitos com pedaços de navios em que chegaram os italianos no passado, e que ganharam cores fortes, o que fez com que o bairro pudesse ser identificado mundialmente.
O bairro, como já dissemos, é sede da Bombonera, o estádio do Boca Juniors, por isso se transformou em palco da maior rivalidade do futebol argentino, contra o arquiinimigo River Plate. Ver a Bombonera de perto é quase impossível, porque só abre em dia de jogo.

Mas nós, evidentemente conseguimos, pois fomos bem cedo para a Boca, de modo a poder curtir um pouco do bairro, do Caminito e de todo o clima que envolve aquela região em dia de jogo. Acabamos almoçando por lá, em um restaurante super pé-sujo que já fica dentro das grades que envolvem o estádio. Qualquer bar ou restaurante (são muito poucos) que fique do lado de dentro dessas grades é proibido de vender bebida alcóolica, inclusive cerveja. Mas é óbvio que todos dentro do bar tomavam cerveja em um copo plástico enorme onde normalmente deveria ser servido refrigerante. Nós, brasileiros, pouco acostumados com essas coisas, achamos tudo muito engraçado.

Antes do jogo começar aproveitamos para tirar fotos de lembrança. Aqui, Dadá e Carlinhos em frente ao campo, àquela altura ainda vazio.

Nós também quisemos aparecer na foto, observados de perto pela Renata. Aproveitamos para colocar os chapéus de bobo da corte da torcida do Boca.

Dadá também fez sua pose com o estádio ao fundo, ainda vazio. É impressionante, mas as torcidas chegam em cima da hora do jogo começar. Quando parece que não vai ter audiência, de repente o estádio enche.
Aqui o jogo já vai começar. Como era uma quarta-feira, parece esquisito o dia ainda estar muito claro, mas é assim mesmo. Os jogos começam no meio da tarde, mesmo que sejam em dia de trabalho. E o povo vai, mesmo!!! Depois dizem que brasileiro é que não trabalha...

A torcida que aparece na foto é do time adversário, o San Lorenzo, pois como estávamos situados bem no lado da torcida do Boca, não podíamos fotografá-la.
Mas a torcida do outro time era super animada. Ficamos até impressionados com a garra daquela torcida, que não parava de incentivar o San Lorenzo nem um minuto sequer.

O estádio não é tão bonito quanto o Maracanã. Ele é assimétrico, como se observa na foto. Aqui a noite já tinha chegado e o campo já estava iluminado. O Boca ganhava de 2 x 0 e a cada gol o estádio tremia. Como as escadarias são muito íngrimes, a sensação que tínhamos é que a qualquer momento iríamos despencar. Aí entendemos o porque do apelido do estádio, conhecido como caldeirão do Clube Atlético Boca Juniors, onde é considerado imbatível pelo retrospecto quase 100% farovável, principalmente se tratando de campeonatos internacionais e contra times brasileiros.
Quando o jogo acabou, ficamos esperando a torcida do San Lorenzo ir toda embora. Estávamos já do lado de fora da Bombonera, próximos ao Caminito. Nos sentíamos seguros, porque havia muitos carros da polícia. Mas quando toda a outra torcida se foi, os carros da polícia também se evadiram, deixando o nosso pequeno grupo desavisado naquela região super perigosa. É bem verdade que é um dos pontos mais turísticos da cidade, mas durante a noite o bairro da Boca é reduto de criminalidade.
Esperávamos por taxis que não passavam e os ônibus exigiam dinheiro trocado, o que não tínhamos. A situação era tão perigosa que alguns argentinos caridosos nos chamaram para o ônibus, se oferecendo para pagar nossas passagens. Lá também tem muita gente boa!
Hoje, passados vários meses de nossa viagem, ao lembrar daquele caldeirão que é a Bombonera, fico bem feliz que o meu Fluminense tenha enfrentado o Boca pela Libertadores da América em outro estádio.
Torcida tricolor invadindo Buenos Aires
Obrigado pela visita!
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