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segunda-feira, 8 de março de 2010

Visconde de Mauá - Onde é melhor? Maromba ou Maringá?

Foto: Eliane Issa
Cenário bucólico, onde sofisticação
e simplicidade conspiram com a natureza...

A região de Visconde de Mauá, conhecida pela boa gastronomia e hotelaria que trata os hóspedes com doses de requinte e sofisticação, está localizada no alto da Serra da Mantiqueira, a uma altitude que varia de de 1400 a 2787 metros, entre os Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Seu clima é tropical de montanha, com inverno rigoroso e verão suave. No inverno, de junho a agosto, a temperatura varia de 2 graus negativos a 13 graus positivos, chegando, às vezes, a gear. Visconde de Mauá está numa Área de Proteção Ambiental (APA) e se destaca pela abundância de águas límpidas e cristalinas, bem representada por seus rios, cascatas e inúmeras cachoeiras.
A região de Visconde de Mauá é compreendida por 3 vilas:
Visconde de Mauá, Maringá e Maromba.

Daí, a eterna dúvida dos visitantes "de primeira viagem":
- Onde é melhor, Maromba ou Maringá?

Doce e difícil questão. Para resolvê-la, não será em uma, duas ou em outras tantas visitas. Simplesmente porque não existe solução!
Na primeira vez que fui a Mauá, também fiquei preocupada se meu hotel, previamente reservado, estaria localizado no melhor lado, mas hoje, percebo que esta preocupação é absolutamente irrelevante, já que as três vilas estão completamente integradas. Aliás, pensar que a vila de Visconde de Mauá compreende as vilas de Maromba e Maringá é um outro equívoco.
Maromba e Maringá não pertencem à vila de Visconde de Mauá porque, na realidade, quando nos referimos a Mauá, estamos falando de uma região composta por três vilas, sendo que uma delas leva o nome da região (Visconde de Mauá) e as outras duas são Maromba e Maringá. Apesar das três vilas estarem muito próximas, pertecem a diferentes estados, como já dissemos, e têm seu lado mineiro e carioca. Mas a confusão não para por aí. As três vilas se encontram em três municípios diferentes: Itatiaia(RJ), Resende(RJ) e Bocaina de Minas(MG).
Todas as três vilas são charmosas e se completam, fazendo dessa fusão o sucesso do local. Há que se destacar, entretanto, as vilas de Maromba e Maringá. As duas são realmente imperdíveis, pois cada uma tem um estilo absolutamente único sem, entretanto, destoar do conjunto. Veja o porque na descrição de cada uma das três vilas, principalmente, Maromba e Maringá.

Vila de Visconde de Mauá


Fica no Município de Resende, no Estado do Rio de Janeiro. Por ser a primeira vila na colonização da região, acabou lhe emprestando o nome.Tem uma boa infra estrutura, com central de informações, restaurantes, lojas, posto médico, delegacia, posto de gasolina, banco, mercado, igreja, campo de futebol e rua principal pavimentada. Tem também boas pousadas. A vila acompanha o percurso do rio Preto, onde se praticam canoagem e bóia-cross.

Dica imperdível: Na Vila de Mauá, não deixe de almoçar
no restaurante "Gosto com Gosto".

  Paulo Roberto Issa e Ricardo Barbosa Lima
Um brinde
à amizade no restaurante Gosto com Gosto

O "Gosto com Gosto" integra a seleta Associação dos Resturantes da Boa Lembrança e é recomendadíssimo pelo Guia Quatro Rodas. A Chefe Mônica Rangel se propõe a resgatar as histórias e a tradição mineira, através de seus fartos, leves e suculentos pratos, preparados em um belíssimo fogão a lenha, aberto a visitação. Há 14 anos consecutivos realiza, com estrondoso sucesso, o renomado Concurso Gastronômica de Visconde de Mauá.

 

Maringá


Depois da Vila de Visconde de Mauá, após apenas 8 km, chegamos na vila de Maringá, já no Município de Bocaina da Serra, em Minas Gerais. Maringá é considerada o principal centro comercial da região, com vários restaurantes super conceituados, bares e bistrôs transadérrimos e lojas super bacaninhas e bem decoradas.


Dicas Imperdíveis de Maringá: Não deixe de curtir as noites em Maringá. Aproveite para passear na rua, ver o movimento e ir escolhendo os restaurantes, bares ou bistrôs que receberão sua visita nas noites em que estiver na região de Visconde de Mauá.

Aqui é onde tem mais badalação, onde a night é mais borbulhante sem, entretanto, perder a calma e a classe que conferem ao local esse ar sofisticado.
Eu e Paulo, num delicioso jantar no Saveur de Vanille,
também conhecido carinhosamente por
Bistrô das Meninas e por ter o melhor Brownie da região.
Adoramos e recomendamos! Não perca esta dica!

O bistrô Saveur de Vanille possui ambiente dividido,
porém integrado, onde estão dispostos o salão
para jantares e comidinhas e uma livraria.

Eu, Paulo Roberto e nossos amigos Ricardo e Rosane não poderíamos deixar de reservar uma das noites de nossa estada para saborear uma deliciosa fondue, no melhor restaurante suíço de Maringá:  A Maison de la Fondue.
A Maison de la Fondue tem um cardápio que
vai muito além do prato que lhe empresta o nome.
O ambiente é requintado, mas o atendimento é
bem simpático e acolhedor. Lá, saboreamos a
fondue mixta e recomendamos!

Ricardo, Rosane, eu e Paulo resolvemos conhecer a Ratatouille Pizzaria.
Que pizza deliciosa! 

É estranho que o lugar não seja recomendado
nos sites conhecidos sobre Visconde de Mauá...

Além da boa pizza, o ambiente é acolhedor,
há bons vinhos e o atendimento é muito bom.

Também recomendamos o Restaurante Le Petit.
A comida é sensacional
e o ambiente muito agradável,
com sua lareira central e o atendimento esmerado,
que sempre conta com a presença de seu proprietário.

Mais conhecido como Sapo, o proprietário do Le Petit
tem um enorme acervo de amuletos
desses bichinhos,os sapos.

Além dos sapinhos, quem costuma visitar o Le Petit, é um outro bichinho!
Uma mula! Ela mesma, a famosa e queridinha por todos de Maringá: Rosinha!


Portanto, você já sabe. Se estiver em um restaurante de Maringá e,
sem a menor cerimônia, uma mula entrar no recinto...
...ou árar ao lado de sua mesa,
não se assuste.
É a Rosinha, a mascote da região, que
sempre aparece para conquistar o carinho dos turistas.


A mula Rosinha entrando na Ratatouille Pizzaria,para encanto de todos!

Estes foram os restaurantes que conhecemos e portanto, podemos recomendar, mas há outros tantos que ainda pretendemos conhecer em futuras idas a Mauá. Se você pretende ficar um tempo maior, seguem alguns sites que dão dicas de restaurantes em toda a região de Visconde de Mauá. É só clicar e escolher.

Mauro Jr, da foto acima, é um dos restaurantes
recomendados nos sites abaixo:


Outras boas Dicas de Maringá

As trufas de chocolate da Chocalateria, localizada na Vila de Maringá, são realmente deliciosas!

Não deixe de visitar a lojinha Talhas e Retalhos. Fica ao lado do Bistrô das Meninas e tem muita coisa interessante pra ver. Mesmo que não queira fazer compras, é gostoso dar uma passadinha por lá só para admirar os detalhes do que estiver exposto. Sua proprietária tem muito gosto.


Maromba


Se a Vila de Maringá reina absoluta nas noites de Visconde de Mauá, com seu tom suave e elgante de pérola e de lua, a vila de Maromba é a soberana da região durante o dia, com seu exuberante brilho solar refletido nas águas das inúmeras cachoeiras, seu cheiro de mato a refrescar nossas almas e seu ar convidativo à contemplação da natureza. 
Isso mesmo! Por ter as principais cachoeiras, trilhas e passeios da região, Maromba é o "point obrigatório" para passar o seu dia.
Fica no Município de Itatiaia, no Estado do Rio de Janeiro, apesar de distar apenas 3 km de Maringá.
É a primeira vila a receber as águas do principal rio de Visconde de Mauá que descem do Parque Nacional de Itatiaia, o que bem explica as águas límpidas e cristalinas de suas cachoeiras e piscinas naturais.

Dica Imperdível: Cachoeira do Escorrega

" Vamos fugir ...
Pra outro lugar, baby ...
Vamos fugir ...
Onde haja um tobogã, onde a gente escorregue...
Todo dia de manhã, flores que a gente regue ...
Uma banda de maçã, outra banda de reggae ...
Tô cansado de esperar, que você me carregue ... "



( Gilberto Gil e Liminha )

A cachoeira do Escorrega é o cartão postal de Visconde de Mauá. Ela é um tobogã natural, esculpido pelas águas do rio, que permite um deslizamento perfeito, desembocando numa piscina natural de águas cristalinas .


É preciso coragem para encarar o contagiante desafio que é deslizar na Cachoeira do Escorrega, mas a medida em que você vê as pessoas encarando o desafio, o medo vai embora! Exceto nos dias mais frios, quando as águas são mais geladas ainda do que de costume!!!

Outra dica imperdível: As cachoeiras do Acantilado


As cachoeiras do Alcantilado ficam numa fazenda no vale do Alcantilado. São várias cachoeiras e piscinas naturais.
 
Ao todo são 9 quedas d'água das mais variadas formas, em 1,5km de distância entre a primeira delas e a última,  com aproximadamente 500m em aclive. Infelizmente todas essas belezas naturais se encontram em uma propriedade particular, pois no meu entendimento, tanta beleza natural não deveria ser um bem particular. Contudo, graças ao interesse que o local provoca, a entrada é permitida pelos proprietários, devendo-se, entretanto, pagar por esse privilégio. No local há bar e restaurante.
A vila da Maromba é, sem dúvida, a mais simples das 3 vilas, porém, como já dissemos, reserva as principais cachoeiras e piscinas naturais da região de Visconde de Mauá.
Além das Cachoeiras do Acantilado e do Escorrega, destacamos as cachoeiras do Véu da Noiva, Poção, Macacos, Toca da Raposa e Santa Clara. Esta última, localizada no Vale do mesmo nome.
A cachoeira da Santa Clara é uma das cachoeiras mais altas e conhecidas da região de Visconde de Mauá , após a queda tem uma piscina natural , para os mais radicais dá para praticar o rapel.
O vale da Santa Clara tem sua entrada a 300 m antes da vila da Maromba. Basta atravessar a ponte de madeira que você já está no vale da Santa Clara, com muitas cachoeiras de águas límpidas e outras opções de lazer.


Depois de todos esses passeios na Vila de Maromba, o bom mesmo é voltar pra sua pousada, dar uma boa descansada, para estar aceso pra curtir a night na Vila de Maringá. E depois de tudo, voltar à pousada. Ah! Não faltam pousadas maravilhosas e aconchegantes em toda a região de Mauá. Quase todas possuem lareira, algumas possuem banheiras de hidromassagem e piscinas aquecidas, outras permitem que se durma ouvindo o susurro das águas dos rios, outras tem travesseiros de plumas de gansos espalhados em enormes camas king size, mas todas tem algo em comum: Estão sob um céu onde as estrelas parecem ser em número maior que nos outros lugares. O céu de Visconde de Mauá!

Obrigada pela visita!
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que fica mais acima, do lado direito do blog.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

São Pedro da Serra - Um pedacinho do Paraíso

Foto de Tarcizio Blaudt
Volto a postar sobre São Pedro da Serra para não fazer injustiça ao lugar, já que deixei de falar de vários de seus encantos nos posts anteriores, onde mencionei apenas a Toca da Onça e o Encontro dos Rios. Entretanto, a vila tem muito mais a oferecer. 
Passeios de jipe por paisagens emolduradas por montanhas / Foto: Regina Lobianco 
Assim, volto para descrever rapidamente e recomendar a visita a outros pontos turísticos de São Pedro. 
Para quem não tem muito tempo para uma permanência mais prolongada e tampouco irá voltar à Vila com frequência, a dica é fazer o passeio de jipe, de forma a conhecer várias localidades de uma só tacada!
Mas se tiver possibilidade, volte com calma ou vá mais vezes, pois em cada ida a São Pedro da Serra haverá sempre um passeio diferente a fazer, além da prática de esportes radicais, para quem gosta.

O Rio Macaé e suas corredeiras

Foto: Regina Lobianco

O Rio Macaé nasce na localidade de Verdum - Macaé de Cima, segue para o distrito de Lumiar, indo desaguar no Oceano Atlântico, em Macaé. Possui águas transparentes e frias e, durante seu trajeto, vem recebendo rios e córregos que formam quedas dágua e piscinas naturais. O rio corre todo encachoeirado, permitindo, além da boiagem, a prática de rafting e canoagem.

Cachoeira de Poço Feio

"A cachoeira de Poço Feio tem águas límpidas e mansas após suaves quedas d'água. Há uma pedra em acentuado declive, usada como escorrega. Tem 600m² de área e possui uma agradável praia com 40m de extensão e 8m de largura. O local é circundado por vegetação de médio e grande porte."
Poço Verde

"O Poço Verde possui águas transparentes e frias, de coloração esverdeada devido à densa vegetação que o circunda, formada por árvores centenárias carregadas de cipós e plantas parasitas. Enormes rochas complementam o local paradisíaco que nos parece um lugar bem longe da civilização."

São José

"Fica 1 km depois da localidade de Boa Esperança de Cima, por estrada de terra. É uma cachoeira agradável e acessível para adultos e crianças. Só há um problema: É necessário pedir licença, pois o acesso é feito através de propriedade particular."

Indiana Jones


"Fica 1,5 km depois de Boa Esperança de Cima, em direção ao Córrego Boa Vista. Passando-se por Canyon estreito é que se alcança a cachoeira. Quem vê as pedras suspensas e cipós entende o apelido dado ao lugar. Há corajosos que gostam de escorregar no inicio o canyon, mas é melhor tomar cuidado. Uma aventura imperdível para as crianças e adultos."

 Andorinhas

"A 2 Km do centro de Lumiar, com acesso a partir da estrada Lumiar- Friburgo. Queda de dez metros com lago e onde as andorinhas vão em revoada beber água no verão. lmperdível ! Propriedade particular. Antes de entrar, peça autorização na fazenda."

Poço Quadrado

"Fica após 1,5 km, a partir das Andorinhas. Vinte e cinco minutos de trilha a pé, difícil e perigosa - há precipícios em alguns pontos - e o terreno é escorregadio. A recompensa está na chegada, com uma fantástica escultura do rio Macaé que, naquele ponto, troca as curvas da natureza por um poço literalmente quadrado, que parece ter sido escavado há milênios nos paredões da rocha."

Devo dizer que, excetuando-se o Rio Macaé, com suas corredeiras e pedras que lhe conferem lindíssimas paisagens, todas as outras localidades acima descritas ainda não foram visitadas por mim e Paulo. As descrições foram extraídas da web, tirando uma conclusão daqui, outra de lá, de forma a consolidar as informações sobre a região. Tão logo retornemos à vila, acrescentarei nossas próprias fotos e impressões em novo post. Por enquanto, as atrações turísticas das quais posso falar, com conhecimento de causa, são aquelas que mencionei no início desta matéria: Toca da Onça e Encontro dos Rios.
Na Toca da Onça, mamãe fazendo uma pose, a meu pedido.
Papai se deliciando nas águas geladas e revigorantes do local.

Uma grande farra no restaurante franco-baiano Dê
(com um inesperado e adorável reencontro)

Como no aniversário da minha mãe havíamos jantado no restaurante Paiol, escolhemos, no dia seguinte, o restaurante Dê, pois esses dois são os meus preferidos de São Pedro.
Este último, tem um chefe baiano especializado em culinária francesa. Um luxo! Um restaurante "franco-baiano", com decoração simples, atendimento refinado e comida deliciosa com preço honesto. Combinação difícil de encontrar!



Todos sabíamos que nossos amigos Carlinhos e Sueli iriam nos encontrar no restaurante Dê, mas eu, particularmente, não imaginava que iria ter uma grata surpresa - o reencontro com a Eny, uma querida amiga que não via há muito tempo. Foi bárbaro!!! Deu até saudade dos velhos tempos da Cehab...

Como não poderia deixar de ser, toda a família da Eny é muito simpática e divertida, assim, foi uma grande farra no restaurante Dê!


Nossa pousada - Vila do Céu
(As fotos dispensam palavras!)



Como se formaram as Vilas de São Pedro da Serra, Lumiar e Boa Esperança - Um pouco de História

"Em 1818, o Rei de Portugal, Dom João VI, para uniformizar a colonização no Brasil, firmou um acordo com a Confederação Suíça de imigração de colonos suíços. A região escolhida foi a da Fazenda do Morro Queimado (atual cidade de Nova Friburgo), que pertencia à Cantagalo, na região serrana fluminense, devido ao seu clima mais ameno. Um dos principais objetivos era transformar a colônia agrícola em um centro abastecedor de alimentos para o Rio de Janeiro.
Contrariando a previsão inicial de cem famílias, com oito pessoas cada, vieram da suíça 1083 adultos e 120 crianças menores de três anos. A eles juntaram-se outras nacionalidades, totalizando aí 2003 colonos. Sete navios partiram para o Brasil em 1819 e, apesar do grande número de mortos na viagem pelo Oceano Atlântico, aportaram no mesmo ano, no Rio de Janeiro, 1682 pessoas, formando 261 famílias - 161 a mais do que o planejado.
Logo os colonos enfrentaram dificuldades: a má qualidade das terras escolhidas (solo pedregoso e acidentado), que dificultava o plantio; o número elevado de pessoas; a deficiência das acomodações; a anarquia administrativa; e a distância da capital. Aos poucos, os suíços foram abandonando o Morro Queimado, e outros, chegados por último, ao saberem dos problemas na colônia, ficaram no Rio de Janeiro. Nova Friburgo ficou quase deserta.
A 13 de janeiro de 1820 a Colônia do Morro Queimado foi elevada à categoria de vila, passando a se chamar Vila de Nova Friburgo. O nome, de origem suíça, significa "cidade livre" e foi uma homenagem à grande maioria dos colonos vindos do cantão suíço de Fribourg. Mas Friburgo continuou a sofrer um retrocesso, o que determinou a vinda de um grupo de imigrantes alemães que estava em Niterói: cerca de 336 germânicos vieram para Friburgo em 1824. E, ao longo do século XIX, o município recebeu indivíduos de nacionalidades diversas.
Alguns colonos suíços deslocaram-se em direção ao Vale do Macaé, formando os povoados de Lumiar, São Pedro da Serra, Boa Esperança, Benfica e adjacências. Já havia colonos portugueses na região antes da chegada dos suíços. Lumiar foi colonizada entre 1819 e 1822, através dos suíços que abandonaram a Colônia do Morro Queimado e que solicitaram, em 1821, ao Príncipe Regente, Dom Pedro I, novos lotes naquela região.
Lumiar era uma fazenda pertencente à família De Roure e sua sede era o chalé da praça central (Praça Carlos Maria Marchon), que existe até os dias atuais.

As outras duas fazendas próximas eram as de São Pedro, de propriedade da família Heringer, e Pedra Riscada, da família Marchon. Criado a 06 de abril de 1889, Lumiar é o mais antigo distrito de Friburgo. São Pedro da Serra, que já foi a sede do distrito, desmembrou-se de Lumiar em 1987, passando a ser o 7º Distrito. Lumiar é o 5º Distrito. Seu nome é uma homenagem a Michaella de Abreu, esposa de Felipe De Roure, dono daquela fazenda, nascida no vilarejo português de Lumiar, hoje pertencente à Lisboa. Seu significado é "lume, fogo, brilho".
Com uma produção de subsistência e cultivo do café, o modo de vida interiorano (cavalos como meio de transporte, fogão de lenha e lamparinas, economia assentada em recursos locais) perdurou até a ampliação e asfaltamento da RJ-142 ou Estrada Eugênio Guilherme Spitz (Mury-Lumiar), em 1982, e com a chegada da energia elétrica pouco tempo depois, que tiraram a região do isolamento. A música Lumiar, do cantor e compositor Beto Guedes, ajudou a lançar o 5º Distrito como região turística ainda na década de 1970.
Ao longo das últimas décadas do século XX, com a difusão da consciência ecológica, o 5º Distrito descobriu sua vocação para o turismo eco-rural, e ainda hoje busca o difícil equilíbrio entre o progresso e a preservação histórico-ambiental."

Por tudo que expusemos aqui e, ainda, nas matérias dos posts anteriores, é que os habitantes de São Pedro da Serra costumam usar para a vila o seguinte slogan: "Toda a Paz do Universo!"
E é por isso que pretendemos voltar muitas vezes! Até breve!
Para ver as matérias anteriores, clique nos links abaixo:

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