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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Braz bei Bludenz - Uma Grata Surpresa nos Caminhos dos Alpes Austríacos, na Região do Tirol

Aqui relataremos uma dessas histórias de viagens que a gente sempre vai gostar de lembrar. Seu cenário foi o hotel "Gasthof Rössle", que fica nos Alpes Austríacos, na região do Tirol, bem na estradinha por onde estávamos passando, rumo a Luzern. Havíamos saído de Innsbruck e estávamos viajando de carro, evitando passar pelas grandes estradas de alta velocidade.
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Mas em certo trecho, não conseguíamos ter certeza se estávamos no caminho certo... O fato de estarmos meio que "perdidos" nos fez parar bem em frente a esse lindo hotel da foto acima, onde eu apareço entre o proprietário e sua nora. Vamos ao começo dessa história!..

Tudo era absolutmente encantador! A paisagem parecia ter saído de uma pintura!
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De Innsbruck, no Tirol, até Luzern, pela estradinha vicinal, seriam 300 km de curvas a serem percorridas em aproximadamente 6 horas. Mas o tempo não nos preocupava, ao contrário, esse percurso seria o ponto alto de nossa viagem daquele dia. Afinal, queríamos exatamente curtir o caminho entre uma cidade e outra, aliás, entre um país e outro. .
.. Tudo corria bem, como vinha acontecendo durante toda a nossa viagem. As indicações do Google Maps sempre nos levavam aos destinos sem problemas. .
..Até que, de repente, as indicações do Google começavam a não coincidir com as placas que avistávamos. Isto porque estávamos em uma área urbana onde, ao invés de utilizarem as indicações da estrada, apareciam nomes de ruas. E como saber se estávamos no caminho certo???.

Começamos a nos sentir perdidos. Em um lindo local, mas perdidos! E não avistávamos ninguém no caminho para pedir orientação. Acho que todos estavam em suas casas descansando após o almoço. O fato é que não tínhamos a quem perguntar coisa alguma! .

Não havia outra opção a não ser parar. Mapa em punho, tentando ver onde teria sido o erro, até que avistamos um senhor, passando calmamente do outro lado da estrada, em frente a esta linda paisagem da foto acima!
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O tal senhor era uma simpatia! Queria muito nos ajudar, mas não falava Inglês. Pelo que entendemos, ele era o proprietário do lindo hotel que surgiu logo em seguida. O Gasthof Rössle.
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Esse simpático austríaco nos fez entrar em seu estabelecimento, todo satisfeito em poder colaborar conosco, já que seu filho dominava bem o Inglês, além de outros muitos idiomas.
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Foi então que estacionamos nosso carro e entramos no lindo Gasthof Rössle! Que graça! O filho dele foi tão simpático quanto o pai. Que hospitalidade! Logo ficamos sabendo que estávamos no rumo certo. Mas, conversa vai, conversa vem, quando ele soube que éramos brasileiros, tivemos uma surpresa! A cunhada dele era brasileira também, de Santa Catarina. O simpático senhor, quando soube, não nos deixou sair antes que sua nora chegasse.
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Estávamos em uma cidadezinha chamada Braz, que fica no Distrito de Bludenz, na Áustria. O local é encantador. Mas como vocês podem observar, fica bem deserto...
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Mas eu e Paulo somos mesmo viajantes de muita sorte. No meio daquela que parecia uma "cidade fantasma", fomos avistar exatamente um senhor super simpático e prestativo, que possui dois filhos, sendo que ambos trabalham com ele. Um, o poliglota, fica na parte do receptivo do hotel e, aparentemente, na parte administrativa. O outro, é um chef de cuisine dos mais renomados na Áustria. Este, é casado com a brasileira que todos queriam que conhecêsemos e que estaria quase chegando. Não é muita sorte?
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Enquanto esperávamos pela brasileira, os proprietários nos convidaram para conhecer seu restaurante. Ficamos encantados! Que lindo restaurante! E estava lotado! Não entendíamos porque aquele restaurante estava tão cheio, sendo que ficava em um local praticamente deserto... Conversando com a família conseguimos entender o fato. Aquele é talvez o melhor restaurante de toda a redondeza. Isto por causa de um dos filhos, o que é chef de cuisine! O cara é tão bom que já esteve no Brasil em um festival austríaco, promovido anualmente pela Casa da Suíça, no Rio de Janeiro. Também ficamos sabendo que aquele hotel é um dos mais procurados durante o inverno, pois fica estrategicamente situado entre 3 das melhores estações de esqui da Áustria. Tudo explicado!
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O restaurante é muito elegante. Ficamos sabendo que em certa época do ano eles promovem um almoço somente com carne de caça da região. Essa refeição é realizada ao ar livre, em frente ao hotel, no meio daquela paisagem tão bela! Deu a maior vontade de participar algum dia desse evento... Outra coisa que ficamos imaginando foi o Natal. Deve ser lindo passar um Natal ali com a família! Com toda a neve que deve cair, somada à arquitetura alpina e aqueles campos, com a vista da cidadezinha, lá embaixo... Deve ficar toda decorada...
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Finalmente conhecemos nossa compatriota! Conhecemos também seus filhos. Um casal lindo! Ela nos disse que eles falam Português. Nossa recém-amiga ainda nos explicou que sua família é descendente de austríacos, exatamente daquela região. A cidade do Brasil de onde veio se chama Treze Tílias. Nunca tínhamos ouvido falar dessa cidade e assim que chegamos ao Brasil fomos procurar saber um pouco mais, quando descobrimos que fica no Estado de Santa Catarina, em uma região muito parecida com aquela dos Alpes Austríacos. Parece ser um local encantador. Já estamos até planejando conhecê-lo quando formos viajar pelo sul do Brasil. Se Deus quiser, em breve conheceremos. Se quiser saber um pouco mais sobre Treze Tílias, acesse o link do site oficial da cidade, abaixo.
Não conseguimos, infelizmente, lembrar o nome de nossa amiga de Braz bei Bludenz, mas queremos dedicar esta matéria a ela e à toda a maravilhosa família Bargehr, proprietária do Hotel Restaurante Rössle.
E para quem estiver viajando pelo Tirol, principalmente pelas bandas entre Innsbruck e Luzern, e quiser uma dica sobre um excelente local, seja para dar uma simples parada para almoçar, seja para esquiar, ou seja para descansar e passar um ou mais dias tranquilos e diferentes, não deixe de conhecer esse maravilhoso Hotel Restaurante, o Gasthof Rössle! http://www.roesslebraz.at/
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Esta viagem foi realizada em outubro de 2008.
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Se quiser seguir a nossa viagem, a próxima parada foi em Luzern, na Suíça. Aguarde essa matéria que deverá ser publicada ainda nesta semana.
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Obrigado pela visita!
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sábado, 4 de abril de 2009

Innsbruck, na Áustria - "O Tesouro dos Alpes" na Capital do Tirol

Innsbruck é a capital do Estado do Tirol, localizada no vale do Rio Inn, no meio dos Alpes Austríacos. Ela é atravessada por esse rio, de onde vem o seu nome, já que a palavra bruck tem origem na palavra de língua alemã Brücke, que significa "ponte", o que leva a cidade a chamar-se "Ponte do Rio Inn". Está quase na fronteira com a Alemanha, de onde eu e Paulo vínhamos.
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A temperatura média anual é de 9°C. Os invernos lá são mais frios que na maioria das cidades europeias, com uma temperatura mínima, em janeiro, de 7ºC negativos, com nevascas habituais. Possui os atrativos das antigas cidades, repletas de tesouros históricos e, ao mesmo tempo, oferece a movimentação de uma animada estação de inverno. Tudo isto num cenário privilegiado, formado pelas construções típicas do Tirol, às margens de um rio com águas que espelham o céu e, tendo ao fundo, a neve das montanhas dos Alpes.
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Um dos programas imperdíveis de Innsbruck é pegar um trenzinho (Hungerburgbahn) e subir a montanha Klettersteig. O caminho até lá é realizado em três etapas. O trem vai até Ausstieg Alpenzoo, a primeira etapa.
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A seguir pega-se um teleférico que nos leva até o ponto chamado Seegrube, a 1905 m e, depois, até o ponto final, Hafelekar, a 2.334 metros de altitude.
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Chegando nessa parte mais alta, ainda existe a possibilidade de subir a pé, um pouco mais, até o topo daquele pico. Mas é preciso ter coragem, pois não existem locais onde possamos nos apoiar, sem contar que é muito escorregadio, pois tem muito gelo no caminho. Só o Paulo subiu. E lá foi ele... subindo até o ponto mais alto da parte mais alta da montanha! Um exagero...
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Na foto abaixo, tirada pelo Paulo, aparece a estação do teleférico, bem pequenina. Era lá que eu estava com a catarinense Suzane, que conhecemos na montanha Klettersteig. Ela, como eu, também tentou subir até o ponto culminante, mas quando nós duas começamos a escorregar, resolvemos desistir, juntas, uma se apoiando na outra.
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De onde o Paulo tirou a foto não dá nem pra ver a gente! Preferimos ficar apreciando a paisagem em um banquinho que, pra dizer a verdade, já deu calafrios para alcançar...
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Isso porque esse banco ficava na beira do precipício! Criamos coragem e conseguimos chegar até o banco. Afinal, se ele estava lá há tempos, é porque deveria ser muito bom apreciar a vista dali!
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Desse ângulo dá para ter uma melhor noção da proximidade do banquinho com a estação do teleférico. E também, com o precipício!
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Só de olhar a foto eu consigo me lembrar da sensação que se tem dali. Ficamos extasiadas com a paisagem, lindíssima! Toda a cidade a nossos pés, lá embaixooooooo!!!! Mas dá uma vertigem, como se fôssemos cair a qualquer momento...
Loucura ou não, é gratificante desafiar esse medo e permanecer ali, só olhando a paisagem!
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Paulinho, quando desceu do topo, fez aquela pose de herói! Disse que nem se preocupou com a altitude, mas também deve ter sentido muitos calafrios... Enfim, jamais saberemos, né?
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Em um local ali por perto Suzane e eu ainda encontramos neve fofa! Bem melhor, pois não escorrega como no gelo! Deu até pra brincar!
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E pra dar uma relaxadinha! Afinal, estávamos nos sentindo mais seguras, em terra firme! Ou melhor, em neve fofa!
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Kletterteig foi o nosso primeiro passeio em Innsbruck, pois logo que chegamos, deixamos nosso carro no hotel e fomos caminhar pela margem do Rio Inn, bem em direção à Estação de trem, para iniciar nossa subida naquela montanha. Agora que já havíamos realizado esse feito tão desejado, tínhamos que começar a descer do seu pico, o Hafelekar, para retornar ao centro histórico e conhecer a cidade, suas lojinhas e seus monumentos principais.
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E essa cidade não nos decepcionou, ao contrário, foi uma grata surpresa. Havia um certo receio que Innsbruck só teria graça durante a estação de inverno, o que não é verdade. Além de ser um dos melhores destinos de esqui do planeta, Innsbruck também possui um centro histórico repleto de diferentes estilos arquitetônicos. É graciosamente pequena. Ao todo são pouco mais de 120 mil habitantes e sua parte central concentra os pontos turísticos mais interessantes. A cidade pode facilmente ser percorrida a pé, o que é bem interessante e recomendável!
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O comércio da cidade oferece muitos atrativos, pois a cidade possui lojas super elegantes, mas também oferece opções para quem gosta de colecionar bugingangas durante suas viagens, com várias lojinhas de souvenirs. O que mais se encontra são os relógios "cuco". Aliás, fomos informados que os "Cuco" são típicos da Floresta Negra, mas os do Tirol levam outro nome. Infelizmente não consigo lembrar. Suzane, que foi também uma ótima companhia para percorrer o comércio, me ajudou a escolher um relógio desses para trazer de recordação. Ele enfeita a minha cozinha até hoje, no cantinho do café. Quando eu e Paulo estamos sentados ali, sempre lembramos de nossa viagem
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Innsbruck tem belos edifícios góticos, renascentistas e barrocos em seu centro histórico, mas o seu maior cartão-postal é o Goldenes Dachl, ou Telhado Dourado, no número 15 da Herzoh Friedrich Strasse.
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Encomendado no final do século 15 pelo imperador Maximiliano I para cobrir o balcão de três andares onde os membros da corte assistiam a cerimônias na praça, foi feito com milhares de plaquinhas douradas. Mais precisamente 2.657.
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Innsbruck é uma cidade realmente encantadora e com atrativos bem diversificados. Cultura, história, aventura, contemplação, esportes de inverno e uma paisagem de tirar o fôlego. Não é por acaso que é conhecida como o "Tesouro dos Alpes". Mas muita gente que vem a Innsbruck prefere mesmo é arranjar uma mesa nos bares ou restaurantes de rua e simplesmente ficar apreciando a vida da cidade em volta.

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Se quiser seguir a nossa viagem, é só clicar:
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Obrigado pela visita!
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